















"Can I change or cancel my reservation through TAP site?
- At the moment, it is not possible to change or cancel a reservation through TAP site. If you wish to do so, please contact TAP Call Center phone number +351 707 205 700. You may also contact TAP through your nearest TAP office."
Não consigo contactar o Call Center porque não atendem, e mantêm-me em lista de espera mais de uma hora, repetidas vezes. Solução? Contactar o escritório mais próximo. Quais são?
Porto: Call Center
Faro: Call Center
Lisboa: Call Center / Balcão de Vendas, Av. Duque de Loulé 125/125A (Marquês de Pombal) / Apoio ao Cliente, Aeroporto de Lisboa, Ed. 25 - r/c dir., 1704-801 Lisboa
Amanhã vou regressar ao Porto. Espero encontrar um balcão da TAP à minha espera para finalmente poder 1. Realizar as alterações e cancelamentos de que necessito; 2. Encontrar um interlocutor para reclamar do tratamento.
Se não existir: 1. Balcão de Vendas da TAP na cidade ou 2. Apoio ao Cliente no Aeroporto, vou perguntar-me de novo porque carga de água um cidadão de Lisboa é privilegiado com atendimento pessoal e quem se deslocar a qualquer outro aeroporto no continente não dispõe de idênticos serviços. E sobretudo porque razão não há um serviço eficiente que possa colmatar essa diferença de tratamento. Estou em crer que o valor dispendido para a manutenção de um balcão de vendas e um serviço de apoio a cliente permitiria melhorar significativamente o call center. Naturalmente, prejudicaria os que são sempre, sistematicamente, beneficiados. E direi o mesmo se encontrar serviços da TAP no aeroporto: alguém que esteja em Vila Real não poderá de forma eficiente resolver os seus problemas.
Cumprimentos,
Daniel Rodrigues
PS: Porque razão as sedes da TAP, ANA, CP, Refer, REN, EDP, PT, CTT, RTP, RDP, GALP são em Lisboa?
Pronto, afinal as libelinhas da Red Bull lá vão voltar ao Porto - de onde, se pensarmos bem, não tinham saído. Fico satisfeito por tal acontecer já este ano. E dispensava mesmo esta história do alterne que, convenhamos, tem pouco de saudável. Aviões às voltinhas, poluindo ainda mais o Tejo e as duas margens? Eu mouro, me confesso: esqueçam lá isso. 2 pequenas adendas a este assunto que até merece cimeira PS/PSD na capital do país – onde há buracos; obras; lixo; desleixo e até avenidas parcialmente fechadas ao trânsito há anos, como a Duque de Ávila
1- Falta saber o que tem a dizer a Red Bull. A justificação para a saída do Porto no final de 3 anos de contrato era a alteração das condições… técnicas. As libelinhas são agora diferentes (?) e o percurso no Douro já não era adequado. (A explicação foi-me fornecida por um responsável da comunicação da Red Bull, durante a apresentação do projecto Dakar 2010, do motard Hélder Rodrigues)
2 – Cai pela base o habitual discurso complexado, provinciano e também muito ditado pelo sr. Pinto da Costa do… “centralismo de Lisboa”. Ah e tal, que o governo socialista ia tirar a corrida das libelinhas ao Porto para dar a Lisboa; ah e tal o dinheiro do Instituto do Turismo; ah e tal é uma vergonha e não sei quê; e o sr. Moreira da não sei quê da Associação Comercial do Porto e os ataques da capital e do governo ainda mais centralista que Salazar. Epá, mesmo com este nível de mecânica, fiquem lá com as libelinhas. E, repito, por não ser muito saudável, com o alterne também.
este paulo renato soares(renato ou rata?)
o que dizer destes parolos lisboetas?
bá lá qe num te bái intrar um abíom pelu cu acíma.











“Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde- rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente. No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas. O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?” - Miguel Esteves Cardoso
João C.Costa
«Obrigado à Wallpaper por considerar o restaurante Bhule, no Porto, um dos melhores restaurantes do ano de 2009;
Obrigado à revista Aviation Weekly por considerar a fotografia do Red Bull Air Race tirada no Porto / Gaia em 2009 a melhor fotografia do ano aeronáutico;
Obrigado ao Times de Londres por considerar o edifício da Casa da Música um dos cinco mais marcantes da época;
Obrigado ao The Guardian por considerar a Livraria Lello a terceira mais bela do mundo;
Obrigado à revista Wine Spectator por, repetidamente, considerar alguns vinhos do Douro / Porto dos melhores do mundo;
Obrigado ao Financial Times por considerar o novo estádio de Braga um dos quatro "beautiful grounds";
Obrigado à revista "Travel&Leisure" por considerar o Porto um dos destinos mais charmosos do mundo;
Obrigado ao International Architecture Award por referir o edifício Burgo do arquitecto Souto Moura;
Obrigado aos Irlandeses do Norte por se inspirarem no Dragão para a construção do seu novo Estádio Nacional;
Obrigado à ECCS por atribuir ao aeroporto Francisco Sá Carneiro o prémio de arquitectura metálica.
Quanto aos que acham que estas classificações valem o que valem, só lhes digo uma coisa: Shame on you!»
Como eu gostava de ter sido um dos bravos que a 9 de Julho de 1832 desembarcaram no Mindelo e acompanharam D. Pedro IV até ao Porto, onde o exército libertador esteve durante mais de um ano cercado pela tropa realista, leal a D. Miguel, o rei absolutista e usurpador.
O cerco do Porto (Julho 1832-Agosto 1833) é uma das mais belas e gloriosas histórias da minha cidade, que em tributo à sua heróica resistência, conquistou o direito a inscrever no seu brasão o qualificativo de “mui nobre, invicta e sempre leal”, concedido por D. Pedro IV de Portugal – ou D. Pedro I do Brasil.
Nascido no ano da Revolução Francesa (1789), o Rei Soldado foi, no século XIX, um misto, avant la lettre, de Amílcar Cabral e Che Guevara.
É difícil não simpatizar com um rei anti-colonialista que ao proclamar a independência do Brasil (dando o célebre grito do Ipiranga) prescindiu do trono de Portugal.
É difícil não simpatizar com um imperador que mostrou o desapego ao poder ao abdicar da coroa brasileira, nove anos depois de ter ser aclamado, para assumir o comando do exército que libertou o país do jugo absolutista que o seu irmão Miguel queria impor, faltando ao que lhe tinha prometido.
Apesar de ter faltado tudo na cidade, durante os longos e perigoso 13 meses que durou o cerco, eu gostaria muito de ter estado a lutar pela liberdade e os outros ideais liberais, de arma na mão, ao lado de Alexandre Herculano, Joaquim António de Aguiar ou Almeida Garrett (quem sabe teria ganho o direito a entrar para a toponímia e ser nome de uma avenida ou de um praça!).
Apesar de correr o risco de encontrar a morte, por tifo, cólera ou na ponta de uma bala realista, eu adoraria ter participado na corajosa defesa da Serra do Pilar, comandada pelo general Torres, e de ter estado sob as ordens do marechal Saldanha na batalha que rechaçou uma incursão realista no lugar que, em homenagem à bravura dos defensores do Porto, se viria a chamar a rua do Heroísmo.
Ao cabo de um ano, com o apoio da população tripeira, os 12 mil soldados do exército libertador (o contingente dos bravos do Mindelo foi engrossado pelos voluntários, à época conhecidos por “polacos”) aguentaram sitiados as ofensivas dos 60 mil soldados realistas e lograram romper o cerco e partir à conquista de Lisboa.
D. Pedro jamais esqueceu o vibrante apoio das gentes do Porto. Para lhes agradecer, usou o gesto sem precedentes de deixar o seu coração em testamento à cidade.