segunda-feira, 19 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
para lêr e reflectir
Caro Zé,
Caro Aníbal,
o meu nome é Ana e nasci em Lisboa, mas vivi no Porto quase toda a minha vida. Foi lá que cresci, junto ao rio e ao mar; foi lá que estudei e aprendi tudo o que sei; foi a Norte que passei todas as minhas férias e foi também lá que me ensinaram os valores que hoje me regem.
Foi a Norte que me ensinaram que não se cruza os braços perante a adversidade; foi a Norte que me mostraram que, quando o ser-humano deixa que as mordaças da hipocrisia lhe calem a voz, perde terreno importante para as trevas da exploração; foi a Norte que percebi que a Honra tem muito mais a ver com a forma e a força com que arregaçamos os braços para trabalhar e ajudar o próximo, do que com a gravata que escolhemos para receber um cargo com o qual, afinal de contas, não sabemos bem o que fazer; foi lá em cima que sempre ouvi que não podemos deixar de lutar contra aqueles que nos pisam, que nos oprimem, que nos limitam, que nos reduzem a pouco quando somos muito. Tudo isto aprendi pela boca de pessoas várias, unidas em torno de valores comuns e de uma herança de combatividade (não apenas pela região, mas principalmente pelo próprio país); pessoas de diferentes cores políticas, profissões, estratos e condições sociais; pessoas que às vezes nem sabiam a importância do que me estavam a transmitir; pessoas que falam com o coração na boca e que, se tivessem o país nas mãos, fariam de nós algo ainda maior do que o que agora somos. Só porque sim – só porque os seus antepassados o fizeram sempre.
Tal como disse no início desta carta, foi no Norte que estudei. Mas não foi no Norte que arranjei emprego. Não é no Norte que estou a conseguir desenvolver-me e criar riqueza para o meu país. Não é a terra onde nasci que Norteia as minhas escolhas, nem é lá (ainda) que posso contribuir com as minhas capacidades, explorar o meu potencial ou rentabilizar a minha energia.
É que a Norte não há emprego. A Norte há poucas possibilidades de receber um bom salário. A Norte somos constantemente alvo dos caprichos da capital e acabamos sempre a pagar as favas dos amuos da vossa gente quando sente os bolsos mais leves. A Norte somos pior servidos de transportes e na prática acabamos por pagá-los mais caros. A Norte temos que fazer duplo-esforço para lutar contra o isolamento cultural e artístico e estóicamente ultrapassar violentos ataques e barreiras ao renascimento e desenvolvimento das indústrias que, um dia, alimentaram o país – isto é hoje tão evidente, que só não o vê quem, como os senhores, pura e simplesmente não quer.
Eu não me estou a queixar. Eu tenho dois braços, duas pernas, uma voz potente e três ou quatro capacidades que, certamente, me proverão o sustento mais tarde ou mais cedo. A Norte, pois claro. (Se tiver que ser a Sul, pois que seja, de fome não morrerei – mas o meu coração continuará no Norte e jamais me venderei como tantos dos vossos colegas de mexerico político). Basta os senhores olharem à história e terão diversas provas de que aqui em cima sempre estivemos bem acordados. Repito, não me estou a queixar, porque sei que mais dia, menos dia, esta situação terá um fim. O Norte será Norte e continuará a ser Portugal, mas um Portugal que não baixa a cabeça ao poder central e nem se governa pelo desgoverno que vem da Capital. Só mais uma vez, para que fique bem claro: eu não me estou a queixar – estou apenas a avisar. Junto a minha voz às de tantos outros que têm vindo a fazer avisos semelhantes, por motivos que, entre outros, se prendem com a subsistência e dignidade de uma Juventude que se recusa a apodrecer calada.
Estarão agora os senhores a pensar: “Bolas, a miúda está revoltada!”. Estou sim, meus senhores. Estou eu e os meus irmãos; o meu namorado; os meus vizinhos; os meus amigos; os amigos do meu namorado e os amigos dos meus amigos; os meus colegas de curso; os meus colegas de trabalho (temporário, claro); os meus companheiros de autocarro e de metro; os meus tios, primos e avós; todos os amigos e colegas deles; os meus pais e os seus amigos…somos muitos. E seremos cada vez mais.
Só para acabar, uma última ressalva: os senhores lembrem-se de que não estão a brincar com tostões. Estão a brincar com a vida de pessoas unidas pelo orgulho de, historicamente, sempre terem aceite de peito aberto a luta pela dignidade. Repito: de peito aberto; coração na boca; e o Mundo nas mãos.
Não roubo mais do vosso precioso tempo. Fá-lo-ei, certamente, com o próximo boletim de voto que me chegue às mãos.
Aquele abraço de fair-play,
Anita*
(via anita na cee)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
rio a sair da casca!!!!!
Rui Rio: "Norte à beira de se poder revoltar a sério"
19h56m
O presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, alertou hoje, segunda-feira, o Governo para o facto das pessoas da região Norte estarem "à beira de se poderem revoltar", apelando ao chumbo dos chips para "acalmar" a situação das SCUT.
Em declarações aos jornalistas após uma reunião entre a Junta Metropolitana do Porto (JMP), as Comissões de Utentes contra as portagens nas SCUT, a ANTRAM, a Associação Empresarial de Viana do Castelo e o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, Rui Rio afirmou que a questão das SCUT foi "a gota de água" no "tratamento discriminatório" de que a Região Norte tem sido alvo.
"Este tratamento discriminatório é, em minha opinião e pela leitura política que eu faço, muito perigoso para o Governo. Estamos à beira das pessoas se poderem revoltar a sério e com razão", alertou o também presidente da Câmara do Porto.
Segundo Rio, o Governo "deveria ponderar muito bem aquilo que está a fazer" e "optar por responder e por dialogar e ouvir os argumentos sérios" dos vários intervenientes.
"Está nas mãos da Assembleia da República, não só dos deputados da maioria como dos deputados da oposição, a possibilidade de acalmar e nós não corrermos riscos maiores do que aqueles que estamos a correr", afirmou o presidente da JMP, apelando à revogação dos chips na próxima quinta feira.
Rui Rio considera que "a Junta Metropolitana tem a obrigação e o dever político de apoiar as manifestações feitas pelos movimentos" contra a introdução de portagens nas SCUT.
"Eu tenho esperança que na quinta feira tudo isto possa acalmar com a revogação dos chips e depois haja um clima de diálogo que possa conduzir tudo isto a bom porto", disse o autarca.
Questionado pelos jornalistas sobre o que o levaria a ter esperança no diálogo se ele nunca aconteceu nesta matéria, Rio foi peremptório: "o senhor ministro das Obras Públicas não tem experiência política que eu tenho mas o Primeiro-ministro tem, talvez mais até do que eu, e talvez consiga perceber que não estamos a falar de uma brincadeira, estamos a falar de toda uma região que está à beira de se poder revoltar".
Mais nada.
O presidente da câmara garantiu que "se tivesse no Governo tinha muito cuidado a tratar todos por igual", considerando que "estão a lidar muito mal com os sentimentos das pessoas do Norte".
quinta-feira, 17 de junho de 2010
18 de Junho não utilizar a A28 ou seja o IC1
NESSE DIA NÃO UTILIZAREI A A28
O Movimento "A28 sem portagens" vem por este meio, convidar os cidadãos para um passeio pela Estrada Nacional ( Municipal ) 13, no dia 18 de Junho. Pretendemos com esta iniciativa demonstrar que a Nacional 13 não é, nem pode vir a ser considerada uma alternativa condiga à A28.
Para participar nesta iniciativa basta que nesse dia não utilize a A28. Congestionar a Nacional será algo obvio. A saturação da estrada é notória, mas será importante que a mesma fique documentada. Para tal, iremos convidar os orgãos de comunicação social a assistirem a esta triste realidade.
Não estaremos perante qualquer manifestação. Não é esse o objectivo. Estaremos sim, perante a tentativa de demonstração do caos, inerente à introdução de portagens.
Será consensual dizer que quem participar neste boicote, obterá prejuízo em relação a horários de trabalho ou afazeres.
Contudo, o prejuízo de um dia pode significar proveito no futuro.
Para todos os efeitos, esse dia será um dia normal como os outros. Não serão avistados "piquetes" ligados ao Movimento.
O sucesso ou insucesso desta data pertencerá aos cidadãos. Não ao Movimento.
Participe e divulgue.
Ao reencaminhar esta mensagem, já está a participar...
Desde já o nosso obrigado...
Pelo Movimento,
terça-feira, 15 de junho de 2010
saltillo e méxico são a mesma coisa?
o cm é um jornal muito pasquim.
aliás é um pasquim.
Bou pa lisboa e bénhu
têmos tgb amanhá?

