
quinta-feira, 10 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Centralismo.by Paulo Morais.
|Paulo Morais - JN|
O centralismo é doença crónica de sucessivos governos. O fenómeno não é de agora. Com o advento da democracia em 1974, os governos de Lisboa, tendo perdido os territórios ultramarinos, contentam-se agora com colonizar e espoliar o resto do continente. Mas esta atitude atingiu o absurdo e a sem vergonha nos últimos meses. Os exemplos são inúmeros.
O Governo continua apostado em construir essa obra inútil e cara que é o TGV de Lisboa para Madrid, mas cancela a expansão do metro do Porto, que serve milhões de passageiros e é imprescindível para o desenvolvimento da sua Área Metropolitana. Quando o Estado ameaça falência e há necessidade de cobrar portagens nas SCUT, o Executivo opta por sacrificar o Grande Porto e o Norte. Muito em breve, um cidadão da Póvoa de Varzim que use a A28 para se dirigir diariamente ao Porto para trabalhar pagará portagem, quando já nem sequer dispõe de qualquer estrada alternativa; enquanto no IC 29, em Sintra, o serviço continuará a ser grátis. Absurdo!
O agravamento desta fúria centralizadora é o corolário dum modelo de desenvolvimento de tipo sul-americano que teve algumas das suas expressões mais emblemáticas na Exposição Universal de 1998, em Lisboa, ou nesse dispendioso mausoléu do cavaquismo que é o Centro Cultural de Belém. Para já não falar da concentração da maioria das universidades públicas em Lisboa; intolerável, pois cerca de 60% dos alunos que concluem o secundário são da Região Norte.
E quem paga afinal a capital e todos os seus privilégios? Obviamente os contribuintes. Para um orçamento do Estado, para o qual cada um de nós contribui com 8100 euros, cerca de 15% dos gastos (12 mil milhões de euros, quase o valor do défice) são para manter a corte e beneficiar os amigos do poder com negócios e prebendas. Este tributo que pagamos à capital empobrece-nos e representa uma diminuição dos orçamentos familiares, em média, de cerca de cinco mil euros. O centralismo é a principal razão da nossa pobreza e maior causa da crise económica que actualmente sofremos.
(via blog regiões)
terça-feira, 8 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Portugal aos Portugueses das suas Terras
Chegou a mim uma imagem com uma temática que já tenho vindo a pensar em escrevinhar por aqui há bastante tempo mas que, por falta de oportunidade, nunca me cheguei à frente. Hoje não escapa. Os dados referem-se a 2005:
Comecemos pelo início.
Quando se diz que o Norte trabalha para que o Sul descanse à sombra da bananeira, apreciando e abusando da riqueza produzida pelos primeiros, essas acepções resultam normalmente em riso ou incredulidades de variada índole. Afinal de contas, como pode o Norte ser o motor da riqueza e, ao mesmo tempo, as estatísticas oficiais mostrarem o oposto? Seria curioso entrar por aí - e certamente o farei a breve trecho - mas fiquemo-nos, para já, pelo tema quente da actualidade: a dívida nacional. Analisarei a questão do PIB e afins num outro dia.
Já expliquei variadas vezes que o nosso problema não é a dívida pública, mas a dívida privada. Ao lado dos 120 mil Milhões que o Sector Público deve, há ainda 260 milM oriundos das famílias e empresas por aí espalhadas. A questão central é: onde andam elas espalhadas? Será que veremos, mais uma vez, centralismo? Será que até na dívida há centralismo?
Segundo o Boletim de Abril do Banco de Portugal (Maio só sairá daqui a uns dias, mas não constituirá surpresa), a resposta é positiva: o distrito de Lisboa tem uma dívida privada (109 mil milhões) que representa 42,7% dos 255 mil milhões que os privados devem ao exterior. Em segundo, vem o Porto com apenas 15%, seguido de Setúbal e Braga com 5% cada. Atente-se: mesmo com as populações mal distribuídas (facto bem sabido), a desproporção na responsabilidade da dívida é absolutamente pornográfica, sendo ainda mais desigual e injusta do que as injustiças que já todos conhecemos.
Repare-se que aqui não falamos de dívida pública. É que, muito embora os investimentos públicos sejam quase todos sulistas, ainda nem toquei nesta análise que faria descambar ainda mais a lógica desnivelada do crédito.
Falemos agora do défice comercial - isto é, a diferença negativa existente entre aquilo que anualmente importamos face ao que anualmente exportamos. Lisboa representa 80% deste défice. 80%. 4 em cada 5 euros de défice comercial é provocado por Lisboa. Imagine-se o que seria se Lisboa deixasse de adquirir uma pequena parte do que importa: era imediatamente visível um aumento de um par de pontos percentuais no crescimento económico nacional.
O Norte virou-se para o exterior porque Lisboa o rejeitou e o abandonou desde cedo. Virou-se por necessidade, porque tinha de se desenmerdar e porque é composto por gente com garra, empenho e capacidade de trabalho.
O Norte representa hoje 50% das exportações nacionais (já foram 2/3 há poucos anos) e ainda assim tem de trabalhar duplamente para compensar os desvairios e vícios da capital do império da treta. Ou seja, anda o Norte a trabalhar, a suar e a esforçar-se para que os seus impostos e os seus rendimentos gerados pela exportação sirvam para financiar luxos desproporcionais da capital, ano após ano.
Lisboa vira as costas para o Norte na altura de o apoiar e desenvolver, mas vem sempre com a mão firme para apanhar os rendimentos que lhe suportam a boa vida. É um país a dois pesos e a duas velocidades. Não admira que já se fale em guerra civil.
A minha ideia (e proposta) era autonomizar as regiões portuguesas. Só era preciso um ano (e não mais) para que Lisboa se afundasse repentinamente e se tornasse um protectorado do FMI, tendo de desvalorizar salários para metade para readquirir a competitividade que não tem e reformular completamente o seu estilo de vida. Não é que eu odeie os lisboetas; só acho é que as pessoas precisam de aprender.
|Luís Oliveira|
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Etiquetas: Lisboa e província
(by regionalização)
report de mourinho na marca(es)
La etapa triunfante de Mourinho en el Oporto fue su auténtico trampolín al estrellato. Anteriormente, ya había dejado su sello tanto en el Benfica como en el Uniao de Leiria, pero fue en la casa de los Dragones donde el de Setúbal comenzó a mostrar su figura de técnico ganador e inconformista al resto de Europa.
Mourinho es casi una divinidad para los aficionados del Oporto / Agência de Serviços Fotográficos
Nada más llegar al banquillo del Oporto, Mourinho hizo toda una declaración de intenciones en el vestuario: “El año que viene ganaremos la Liga”. Dicho y hecho. En la temporada 2002-03, el Oporto se adjudicó un histórico triplete, UEFA, Liga y Copa, lo que sería un pequeño aperitivo de lo que estaba por llegar. En la 03/04, se hace con la Champions League, una nueva Liga y una Supercopa portuguesa.
El Oporto se convirtió durante dos años en una máquina imparable que nadie vio venir, ganó el 74 por ciento de los partidos y estableció una media de dos goles por partido con un delantero defenestrado por la Liga española, Benny McCarthy, como máximo goleador en la última temporada de Mou como técnico de los Dragones.
Mourinho formó un equipo muy sólido basándose en los jóvenes Ferreira y Carvalho en defensa, los todoterrenos Costinha y Maniche en la medular, el nacimiento de Deco como estrella y la aportación de futbolistas en pleno apogeo como Derlei. El Oporto de Mourinho alternaba el 4-4-2 con el 4-3-3, una práctica muy habitual en la carrera del portugués.
El primer examen serio de este Oporto fue la final de la UEFA ante el Celtic de Glasgow en Sevilla, un choque que el propio Mou ha definido en muchas ocasiones como el más emocionante de su carrera hasta que llegó el memorable encuentro con el Inter en el Camp Nou. Los ibéricos se impusieron a los escoceses con un gol de Derlei en la prórroga que deshacía el empate (2-2) reinante en el marcador.
Mourinho besa su primera Champions / MARCA
Llega la Champions
En la temporada 03-04, Mourinho refuerza el equipo con la llegada de Pedro Mendes y Carlos Alberto, hombre clave en la final de la Champions League, competición en la que se cruzó con el Real Madrid. Los blancos fueron los únicos capaces de ganar en la máxima competición continental a los Dragones de Mourinho derrotándoles en el Estadio Do Dragao por 1-3.
Desde aquel partido, los de Mou emprendieron una imparable carrera hacia la Copa de Europa sin perder ningún partido ante los rivales que se encontraron por el camino. Desde el Olympique de Marsella hasta el Mónaco, pasando por el Partizan, el Lyon, el Deportivo de la Coruña y el Manchester United, al que eliminó en el mismísimo Old Trafford con un gol sobre la bocina de Costinha, sucumbieron ante el buen hacer de los portugueses.
La carrera en Old Trafford
Mourinho se dio a conocer al mundo recorriendo la banda del Teatro de los Sueños para celebrar el gol que suponía el pase a los cuartos de su equipo. Aquella fue la primera de las muchas celebraciones con las que irrumpiría en las noticias de medio mundo en los años venideros.
‘The Special One’, el personaje, se abría las puertas a Europa de par en par desde un club que no estaba llamado ni mucho menos a conseguir los títulos que levantó al cielo de la mano del de Setúbal. El trabajo ya estaba hecho, José había puesto al Oporto en el primer escalafón mundial. Ahora, tocaba hacer las maletas e iniciar una nueva aventura. El Chelsea y Abramovich le esperaban en el horizonte.
sábado, 29 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
Mourinho e o FCPORTO
terça-feira, 18 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Não Deixem Morrer a Linha do Douro
Esta linha é uma Pérola.
Agora imaginem que se quer fazer um tgv,
e esta linha está toda desleixada.
Pobre país,este.
Parabêns FCPORTO.Mais um Bi-Campeonato em Andebol
1951/12 Sporting
1952/53 Salgueiros
1953/54 FC Porto
1954/55 Não se disputou
1955/56 Sporting
1956/57 FC Porto
1957/58 FC Porto
1958/59 FC Porto
1959/60 FC Porto
1960/61 Sporting
1961/62 Benfica
1962/63 FC Porto
1963/64 FC Porto
1964/65 FC Porto
1965/66 Sporting
1966/67 Sporting
1967/68 FC Porto
1968/69 Sporting
1969/70 Sporting
1970/71 Sporting
1971/72 Sporting
1972/73 Sporting
1973/74 Belenenses
1974/75 Benfica
1975/76 Belenenses
1976/77 Belenenses
1977/78 Sporting
1978/79 Sporting
1979/80 Sporting
1980/81 Sporting
1981/82 Benfica
1982/83 Benfica
1983/84 Sporting
1984/85 Belenenses
1985/86 Sporting
1986/87 ABC
1987/88 ABC
1988/89 Benfica
1989/90 Benfica
1990/91 ABC
1991/92 ABC
1992/93 ABC
1993/94 Belenenses
1994/95 ABC
1995/96 ABC
1996/97 ABC
1997/98 ABC
1998/99 FC Porto
1999/00 ABC
2000/01 Sporting
2001/02 FC Porto
2002/03 FC Porto
2003/04 FC Porto
2004/05 Madeira SAD
2005/06 ABC
2006/07 ABC
2007/08 Benfica
2008/09 FC Porto
2009/10 FC Porto
Resumo
Sporting 17
FC Porto 15
ABC 12
Benfica 7
Belenenses 5
Salgueiros 1
Madeira SAD 1
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Atenção às galinhas.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Privado vs Publico
Arminda vive na Tapada das Mercês. É funcionária pública, desde o 1º dia da sua vida profissional. Entra sempre entre as 9h15 e as 9h45, mas se tem algum atraso, não há problema, pois os colegas picam-lhe o ponto por ela. Arminda demora sempre uma hora ou mais a almoçar e independentemente de alargar este intervalo, sai invariavelmente ás 18h. Alias, pode-se acertar o relógio pela hora de saída da Arminda. Arminda todos os anos tem mais uma regalia ou aumento salarial, pelas diuturnidades, subsídio disto e daquilo, e até por uma progressão automática na carreira. No entanto queixa-se do que ganha, mas não abdica do pequeno almoço ao balcão do café da esquina, habito diário de muitos anos. Esta sempre a fazer alarde dos seus direitos, goza 30 dias de férias por ano, mas na verdade não tem muito que fazer pois o seus departamento esta sobre dimensionado. É uma burocrata por excelência, teria uma avaliação sofrível em qualquer canto do planeta mas aqui recebeu excelente, tal como todas as pessoas do seu Ministério. Arminda sabe que não precisa de se esforçar, pois nunca será despedida. Há riscos que não vale a pena correr e com o passar dos anos, a barreira da mediania vai sendo cada vez mais baixa. O ano passado recebeu 2,9% de aumento, mt mais que as suas amigas. Num ano de deflação e descida do juro e petróleo, fartou-se de poupar dinheiro. Nos outros anos tem recebido um qq aumento, ainda que nem sempre cubra a inflação anunciada.
Este ano, ninguém lhe propôs redução salarial, mas sabe que os aumentos serão nulos, coisa irrelevante face à reduzida inflação. Vai compensar com entradas mais tarde e saídas mais cedo. O estratagema do colega picar o ponto irá ser mais frequente. A seu tempo com as progressões automáticas chega lá. Não fica sem dormir.
O António ficou sem prémio, com uma redução no salário de 10% e viu os seus impostos a aumentar.
A Arminda teve aumento nulo mas ganhou uma diuturnidade e tb viu os seus impostos a aumentar.
Curiosa lógica esta.
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