terça-feira, 6 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
para lêr e reflectir
Caro Zé,
Caro Aníbal,
o meu nome é Ana e nasci em Lisboa, mas vivi no Porto quase toda a minha vida. Foi lá que cresci, junto ao rio e ao mar; foi lá que estudei e aprendi tudo o que sei; foi a Norte que passei todas as minhas férias e foi também lá que me ensinaram os valores que hoje me regem.
Foi a Norte que me ensinaram que não se cruza os braços perante a adversidade; foi a Norte que me mostraram que, quando o ser-humano deixa que as mordaças da hipocrisia lhe calem a voz, perde terreno importante para as trevas da exploração; foi a Norte que percebi que a Honra tem muito mais a ver com a forma e a força com que arregaçamos os braços para trabalhar e ajudar o próximo, do que com a gravata que escolhemos para receber um cargo com o qual, afinal de contas, não sabemos bem o que fazer; foi lá em cima que sempre ouvi que não podemos deixar de lutar contra aqueles que nos pisam, que nos oprimem, que nos limitam, que nos reduzem a pouco quando somos muito. Tudo isto aprendi pela boca de pessoas várias, unidas em torno de valores comuns e de uma herança de combatividade (não apenas pela região, mas principalmente pelo próprio país); pessoas de diferentes cores políticas, profissões, estratos e condições sociais; pessoas que às vezes nem sabiam a importância do que me estavam a transmitir; pessoas que falam com o coração na boca e que, se tivessem o país nas mãos, fariam de nós algo ainda maior do que o que agora somos. Só porque sim – só porque os seus antepassados o fizeram sempre.
Tal como disse no início desta carta, foi no Norte que estudei. Mas não foi no Norte que arranjei emprego. Não é no Norte que estou a conseguir desenvolver-me e criar riqueza para o meu país. Não é a terra onde nasci que Norteia as minhas escolhas, nem é lá (ainda) que posso contribuir com as minhas capacidades, explorar o meu potencial ou rentabilizar a minha energia.
É que a Norte não há emprego. A Norte há poucas possibilidades de receber um bom salário. A Norte somos constantemente alvo dos caprichos da capital e acabamos sempre a pagar as favas dos amuos da vossa gente quando sente os bolsos mais leves. A Norte somos pior servidos de transportes e na prática acabamos por pagá-los mais caros. A Norte temos que fazer duplo-esforço para lutar contra o isolamento cultural e artístico e estóicamente ultrapassar violentos ataques e barreiras ao renascimento e desenvolvimento das indústrias que, um dia, alimentaram o país – isto é hoje tão evidente, que só não o vê quem, como os senhores, pura e simplesmente não quer.
Eu não me estou a queixar. Eu tenho dois braços, duas pernas, uma voz potente e três ou quatro capacidades que, certamente, me proverão o sustento mais tarde ou mais cedo. A Norte, pois claro. (Se tiver que ser a Sul, pois que seja, de fome não morrerei – mas o meu coração continuará no Norte e jamais me venderei como tantos dos vossos colegas de mexerico político). Basta os senhores olharem à história e terão diversas provas de que aqui em cima sempre estivemos bem acordados. Repito, não me estou a queixar, porque sei que mais dia, menos dia, esta situação terá um fim. O Norte será Norte e continuará a ser Portugal, mas um Portugal que não baixa a cabeça ao poder central e nem se governa pelo desgoverno que vem da Capital. Só mais uma vez, para que fique bem claro: eu não me estou a queixar – estou apenas a avisar. Junto a minha voz às de tantos outros que têm vindo a fazer avisos semelhantes, por motivos que, entre outros, se prendem com a subsistência e dignidade de uma Juventude que se recusa a apodrecer calada.
Estarão agora os senhores a pensar: “Bolas, a miúda está revoltada!”. Estou sim, meus senhores. Estou eu e os meus irmãos; o meu namorado; os meus vizinhos; os meus amigos; os amigos do meu namorado e os amigos dos meus amigos; os meus colegas de curso; os meus colegas de trabalho (temporário, claro); os meus companheiros de autocarro e de metro; os meus tios, primos e avós; todos os amigos e colegas deles; os meus pais e os seus amigos…somos muitos. E seremos cada vez mais.
Só para acabar, uma última ressalva: os senhores lembrem-se de que não estão a brincar com tostões. Estão a brincar com a vida de pessoas unidas pelo orgulho de, historicamente, sempre terem aceite de peito aberto a luta pela dignidade. Repito: de peito aberto; coração na boca; e o Mundo nas mãos.
Não roubo mais do vosso precioso tempo. Fá-lo-ei, certamente, com o próximo boletim de voto que me chegue às mãos.
Aquele abraço de fair-play,
Anita*
(via anita na cee)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
rio a sair da casca!!!!!
Rui Rio: "Norte à beira de se poder revoltar a sério"
19h56m
O presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, alertou hoje, segunda-feira, o Governo para o facto das pessoas da região Norte estarem "à beira de se poderem revoltar", apelando ao chumbo dos chips para "acalmar" a situação das SCUT.
Em declarações aos jornalistas após uma reunião entre a Junta Metropolitana do Porto (JMP), as Comissões de Utentes contra as portagens nas SCUT, a ANTRAM, a Associação Empresarial de Viana do Castelo e o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, Rui Rio afirmou que a questão das SCUT foi "a gota de água" no "tratamento discriminatório" de que a Região Norte tem sido alvo.
"Este tratamento discriminatório é, em minha opinião e pela leitura política que eu faço, muito perigoso para o Governo. Estamos à beira das pessoas se poderem revoltar a sério e com razão", alertou o também presidente da Câmara do Porto.
Segundo Rio, o Governo "deveria ponderar muito bem aquilo que está a fazer" e "optar por responder e por dialogar e ouvir os argumentos sérios" dos vários intervenientes.
"Está nas mãos da Assembleia da República, não só dos deputados da maioria como dos deputados da oposição, a possibilidade de acalmar e nós não corrermos riscos maiores do que aqueles que estamos a correr", afirmou o presidente da JMP, apelando à revogação dos chips na próxima quinta feira.
Rui Rio considera que "a Junta Metropolitana tem a obrigação e o dever político de apoiar as manifestações feitas pelos movimentos" contra a introdução de portagens nas SCUT.
"Eu tenho esperança que na quinta feira tudo isto possa acalmar com a revogação dos chips e depois haja um clima de diálogo que possa conduzir tudo isto a bom porto", disse o autarca.
Questionado pelos jornalistas sobre o que o levaria a ter esperança no diálogo se ele nunca aconteceu nesta matéria, Rio foi peremptório: "o senhor ministro das Obras Públicas não tem experiência política que eu tenho mas o Primeiro-ministro tem, talvez mais até do que eu, e talvez consiga perceber que não estamos a falar de uma brincadeira, estamos a falar de toda uma região que está à beira de se poder revoltar".
Mais nada.
O presidente da câmara garantiu que "se tivesse no Governo tinha muito cuidado a tratar todos por igual", considerando que "estão a lidar muito mal com os sentimentos das pessoas do Norte".
quinta-feira, 17 de junho de 2010
18 de Junho não utilizar a A28 ou seja o IC1
NESSE DIA NÃO UTILIZAREI A A28
O Movimento "A28 sem portagens" vem por este meio, convidar os cidadãos para um passeio pela Estrada Nacional ( Municipal ) 13, no dia 18 de Junho. Pretendemos com esta iniciativa demonstrar que a Nacional 13 não é, nem pode vir a ser considerada uma alternativa condiga à A28.
Para participar nesta iniciativa basta que nesse dia não utilize a A28. Congestionar a Nacional será algo obvio. A saturação da estrada é notória, mas será importante que a mesma fique documentada. Para tal, iremos convidar os orgãos de comunicação social a assistirem a esta triste realidade.
Não estaremos perante qualquer manifestação. Não é esse o objectivo. Estaremos sim, perante a tentativa de demonstração do caos, inerente à introdução de portagens.
Será consensual dizer que quem participar neste boicote, obterá prejuízo em relação a horários de trabalho ou afazeres.
Contudo, o prejuízo de um dia pode significar proveito no futuro.
Para todos os efeitos, esse dia será um dia normal como os outros. Não serão avistados "piquetes" ligados ao Movimento.
O sucesso ou insucesso desta data pertencerá aos cidadãos. Não ao Movimento.
Participe e divulgue.
Ao reencaminhar esta mensagem, já está a participar...
Desde já o nosso obrigado...
Pelo Movimento,
terça-feira, 15 de junho de 2010
saltillo e méxico são a mesma coisa?
o cm é um jornal muito pasquim.
aliás é um pasquim.
Bou pa lisboa e bénhu
têmos tgb amanhá?
Anti-SCUT
quinta-feira, 10 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Centralismo.by Paulo Morais.
|Paulo Morais - JN|
O centralismo é doença crónica de sucessivos governos. O fenómeno não é de agora. Com o advento da democracia em 1974, os governos de Lisboa, tendo perdido os territórios ultramarinos, contentam-se agora com colonizar e espoliar o resto do continente. Mas esta atitude atingiu o absurdo e a sem vergonha nos últimos meses. Os exemplos são inúmeros.
O Governo continua apostado em construir essa obra inútil e cara que é o TGV de Lisboa para Madrid, mas cancela a expansão do metro do Porto, que serve milhões de passageiros e é imprescindível para o desenvolvimento da sua Área Metropolitana. Quando o Estado ameaça falência e há necessidade de cobrar portagens nas SCUT, o Executivo opta por sacrificar o Grande Porto e o Norte. Muito em breve, um cidadão da Póvoa de Varzim que use a A28 para se dirigir diariamente ao Porto para trabalhar pagará portagem, quando já nem sequer dispõe de qualquer estrada alternativa; enquanto no IC 29, em Sintra, o serviço continuará a ser grátis. Absurdo!
O agravamento desta fúria centralizadora é o corolário dum modelo de desenvolvimento de tipo sul-americano que teve algumas das suas expressões mais emblemáticas na Exposição Universal de 1998, em Lisboa, ou nesse dispendioso mausoléu do cavaquismo que é o Centro Cultural de Belém. Para já não falar da concentração da maioria das universidades públicas em Lisboa; intolerável, pois cerca de 60% dos alunos que concluem o secundário são da Região Norte.
E quem paga afinal a capital e todos os seus privilégios? Obviamente os contribuintes. Para um orçamento do Estado, para o qual cada um de nós contribui com 8100 euros, cerca de 15% dos gastos (12 mil milhões de euros, quase o valor do défice) são para manter a corte e beneficiar os amigos do poder com negócios e prebendas. Este tributo que pagamos à capital empobrece-nos e representa uma diminuição dos orçamentos familiares, em média, de cerca de cinco mil euros. O centralismo é a principal razão da nossa pobreza e maior causa da crise económica que actualmente sofremos.
(via blog regiões)
terça-feira, 8 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Portugal aos Portugueses das suas Terras
Chegou a mim uma imagem com uma temática que já tenho vindo a pensar em escrevinhar por aqui há bastante tempo mas que, por falta de oportunidade, nunca me cheguei à frente. Hoje não escapa. Os dados referem-se a 2005:
Comecemos pelo início.
Quando se diz que o Norte trabalha para que o Sul descanse à sombra da bananeira, apreciando e abusando da riqueza produzida pelos primeiros, essas acepções resultam normalmente em riso ou incredulidades de variada índole. Afinal de contas, como pode o Norte ser o motor da riqueza e, ao mesmo tempo, as estatísticas oficiais mostrarem o oposto? Seria curioso entrar por aí - e certamente o farei a breve trecho - mas fiquemo-nos, para já, pelo tema quente da actualidade: a dívida nacional. Analisarei a questão do PIB e afins num outro dia.
Já expliquei variadas vezes que o nosso problema não é a dívida pública, mas a dívida privada. Ao lado dos 120 mil Milhões que o Sector Público deve, há ainda 260 milM oriundos das famílias e empresas por aí espalhadas. A questão central é: onde andam elas espalhadas? Será que veremos, mais uma vez, centralismo? Será que até na dívida há centralismo?
Segundo o Boletim de Abril do Banco de Portugal (Maio só sairá daqui a uns dias, mas não constituirá surpresa), a resposta é positiva: o distrito de Lisboa tem uma dívida privada (109 mil milhões) que representa 42,7% dos 255 mil milhões que os privados devem ao exterior. Em segundo, vem o Porto com apenas 15%, seguido de Setúbal e Braga com 5% cada. Atente-se: mesmo com as populações mal distribuídas (facto bem sabido), a desproporção na responsabilidade da dívida é absolutamente pornográfica, sendo ainda mais desigual e injusta do que as injustiças que já todos conhecemos.
Repare-se que aqui não falamos de dívida pública. É que, muito embora os investimentos públicos sejam quase todos sulistas, ainda nem toquei nesta análise que faria descambar ainda mais a lógica desnivelada do crédito.
Falemos agora do défice comercial - isto é, a diferença negativa existente entre aquilo que anualmente importamos face ao que anualmente exportamos. Lisboa representa 80% deste défice. 80%. 4 em cada 5 euros de défice comercial é provocado por Lisboa. Imagine-se o que seria se Lisboa deixasse de adquirir uma pequena parte do que importa: era imediatamente visível um aumento de um par de pontos percentuais no crescimento económico nacional.
O Norte virou-se para o exterior porque Lisboa o rejeitou e o abandonou desde cedo. Virou-se por necessidade, porque tinha de se desenmerdar e porque é composto por gente com garra, empenho e capacidade de trabalho.
O Norte representa hoje 50% das exportações nacionais (já foram 2/3 há poucos anos) e ainda assim tem de trabalhar duplamente para compensar os desvairios e vícios da capital do império da treta. Ou seja, anda o Norte a trabalhar, a suar e a esforçar-se para que os seus impostos e os seus rendimentos gerados pela exportação sirvam para financiar luxos desproporcionais da capital, ano após ano.
Lisboa vira as costas para o Norte na altura de o apoiar e desenvolver, mas vem sempre com a mão firme para apanhar os rendimentos que lhe suportam a boa vida. É um país a dois pesos e a duas velocidades. Não admira que já se fale em guerra civil.
A minha ideia (e proposta) era autonomizar as regiões portuguesas. Só era preciso um ano (e não mais) para que Lisboa se afundasse repentinamente e se tornasse um protectorado do FMI, tendo de desvalorizar salários para metade para readquirir a competitividade que não tem e reformular completamente o seu estilo de vida. Não é que eu odeie os lisboetas; só acho é que as pessoas precisam de aprender.
|Luís Oliveira|
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Etiquetas: Lisboa e província
(by regionalização)
report de mourinho na marca(es)
La etapa triunfante de Mourinho en el Oporto fue su auténtico trampolín al estrellato. Anteriormente, ya había dejado su sello tanto en el Benfica como en el Uniao de Leiria, pero fue en la casa de los Dragones donde el de Setúbal comenzó a mostrar su figura de técnico ganador e inconformista al resto de Europa.
Mourinho es casi una divinidad para los aficionados del Oporto / Agência de Serviços Fotográficos
Nada más llegar al banquillo del Oporto, Mourinho hizo toda una declaración de intenciones en el vestuario: “El año que viene ganaremos la Liga”. Dicho y hecho. En la temporada 2002-03, el Oporto se adjudicó un histórico triplete, UEFA, Liga y Copa, lo que sería un pequeño aperitivo de lo que estaba por llegar. En la 03/04, se hace con la Champions League, una nueva Liga y una Supercopa portuguesa.
El Oporto se convirtió durante dos años en una máquina imparable que nadie vio venir, ganó el 74 por ciento de los partidos y estableció una media de dos goles por partido con un delantero defenestrado por la Liga española, Benny McCarthy, como máximo goleador en la última temporada de Mou como técnico de los Dragones.
Mourinho formó un equipo muy sólido basándose en los jóvenes Ferreira y Carvalho en defensa, los todoterrenos Costinha y Maniche en la medular, el nacimiento de Deco como estrella y la aportación de futbolistas en pleno apogeo como Derlei. El Oporto de Mourinho alternaba el 4-4-2 con el 4-3-3, una práctica muy habitual en la carrera del portugués.
El primer examen serio de este Oporto fue la final de la UEFA ante el Celtic de Glasgow en Sevilla, un choque que el propio Mou ha definido en muchas ocasiones como el más emocionante de su carrera hasta que llegó el memorable encuentro con el Inter en el Camp Nou. Los ibéricos se impusieron a los escoceses con un gol de Derlei en la prórroga que deshacía el empate (2-2) reinante en el marcador.
Mourinho besa su primera Champions / MARCA
Llega la Champions
En la temporada 03-04, Mourinho refuerza el equipo con la llegada de Pedro Mendes y Carlos Alberto, hombre clave en la final de la Champions League, competición en la que se cruzó con el Real Madrid. Los blancos fueron los únicos capaces de ganar en la máxima competición continental a los Dragones de Mourinho derrotándoles en el Estadio Do Dragao por 1-3.
Desde aquel partido, los de Mou emprendieron una imparable carrera hacia la Copa de Europa sin perder ningún partido ante los rivales que se encontraron por el camino. Desde el Olympique de Marsella hasta el Mónaco, pasando por el Partizan, el Lyon, el Deportivo de la Coruña y el Manchester United, al que eliminó en el mismísimo Old Trafford con un gol sobre la bocina de Costinha, sucumbieron ante el buen hacer de los portugueses.
La carrera en Old Trafford
Mourinho se dio a conocer al mundo recorriendo la banda del Teatro de los Sueños para celebrar el gol que suponía el pase a los cuartos de su equipo. Aquella fue la primera de las muchas celebraciones con las que irrumpiría en las noticias de medio mundo en los años venideros.
‘The Special One’, el personaje, se abría las puertas a Europa de par en par desde un club que no estaba llamado ni mucho menos a conseguir los títulos que levantó al cielo de la mano del de Setúbal. El trabajo ya estaba hecho, José había puesto al Oporto en el primer escalafón mundial. Ahora, tocaba hacer las maletas e iniciar una nueva aventura. El Chelsea y Abramovich le esperaban en el horizonte.



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