sábado, 25 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
o condomínio lisboeta
Ainda a propósito de Lisboa como um condomínio fechado, temos que reconhecer que tem, hoje, excelentes condições para isso. Sobretudo económicas. É, de longe, a primeira cidade do país em poder de compra. Depois, é a única zona do País com um PIB acima da média europeia (104%), enquanto o resto de Portugal se fica pelos 72% (este desequilíbrio devia obrigar a políticas fortes, se, claro, a mentalidade do condomínio fechado não dominasse).
É ainda o lugar onde reside toda a classe política significativa, quer a competente quer a incompetente. É certo que há na Província muitos putativos políticos, mas, enquanto por aqui andam, pouco contam, e quando lá chegam dão força a Lisboa na proporção em que a retiram daqui.
Acresce que não querendo parecer políticos de Província procuram apagar a sua origem esquecendo os seus eleitores. Uma coisa é certa: Lisboa (ou o melhor dela) vive na abastança em relação ao País, o que aumenta a gula de uns e o espírito superior e suspeitoso dos outros – ingredientes indispensáveis para um condomínio fechado.
Que não é de agora, já vem detrás, que se pensou até que a democracia podia inverter, mas que não conseguiu, ou não quis. Com efeito, para o actual condomínio lisboeta todo o País tem dado o seu contributo, esvaziando os bolsos. Lembram-se do J. Pimenta e da Torralta dos anos 60/70 e o que significou em capital não investido nas próprias terras?
E quanto a Serviços, para a Província, descentralização, nada, Lisboa não deixa. Já repararam na cintura de protecção que Lisboa fez em relação às suas universidades, não tendo deixado criar universidades públicas nas cidades mais próximas? Não houve esse cuidado para com o Porto ou Coimbra.
Daqui deriva, como não pode deixar de ser, uma problemática sociológica. E uma psicológica, que resulta daquela. E uma geográfica, consequência de um certo desconhecimento do País, que é muito “bem”. As vantagens psicológicas da capital são subtis e percebem-se sobretudo nas conversas, no tom algo displicente do lisboeta, num gosto de falar desembaraçado e explicado e que termina muitas vezes por «pe(r)cebe?».
A razão geográfica é determinante. Para cima é o Norte, com vocação para caceteiro, ou parolo, ou as duas coisas. Para Sul é o Alentejo das barrigas açordeiras e o Algarve, enquanto e só imensa orla de areia. E mesmo o facto de o Alentejo se ter transformado em moda, o lisboeta, ao apreciar-lhe os vinhos e ao comprar-lhe montes e herdades, encontrou a fórmula de aumentar o estatuto, reforçando, portanto, a capitalidade económica, social e política. Ou seja, factores sociológicos de peso.
A presunção da capital não seria grave (noutros países se sofre do mesmo) se não acrescentasse desequilíbrio entre Lisboa e o País. Que não é só económico, mas também social e psicológico. E isto ainda seria suportável se não fosse o irrespirável processo de noticiar Lisboa, promover Lisboa, encherem-nos com tudo o que Lisboa faz, mesmo que não interesse a ninguém, a não ser aos condóminos, claro. Aspecto irritante, sobretudo quando se faz melhor na “Província”; coisa que o lisboeta não consegue entender, até porque a comunicação social, vítima da mesma mentalidade, e como se todos os outros factores não bastassem, lhe acrescenta todos os dias o ego e o autismo.
Mas não adianta lamentar. Não tem emenda. Seriam necessários políticos de grande envergadura e coragem e uma comunicação social inteligente e com visão nacional. São as cidades da “Província” que têm que puxar pela vida, e unirem-se, em vez de entrarem em competições mortíferas. E sobretudo criarem redes e mecanismos interactivos de produção intelectual, económica, científica e cultural. E de valorização e difusão das suas realizações. Produzir a todos os níveis para criar autonomia. Produzir, usufruir, divulgar.
O que cá se faz é muito e é disso que temos que ter consciência. Para que possamos fazer muito mais e muito melhor. Quanto mais e melhor fizermos, mais condições temos para fazer. Mais e melhor. E para que cada vez tenhamos menos a ideia de que tudo se passa em Lisboa. Devemos ter a exacta medida das coisas, mas isto tem dois sentidos.
Não devemos cair na tentação de achar que o que cá se faz é sempre o melhor, vício em que cai o provinciano, nem considerar que, se é de cá, não pode ser grande coisa, vício em que o pedante costuma cair.
Um, encorreado e granítico, diz sempre que a sua terra e o que nela há é o melhor, ficando cego a todas as evidências; o outro, derretido como a manteiga para tudo o que lhe cheira a civilização, põe defeitos em tudo o que se faz na sua terra.
|as beiras|
joão boavida
terça-feira, 14 de setembro de 2010
e o entrevistado é......Carlos Daniel.
Muito Bom
Diz-se que o clube quer dar “um grande murro na mesa” (suponho que irá utilizar o David Luiz para o efeito...) por causa das três derrotas que já soma em apenas quatro jogos (não estou a contar aqui com a derrota na Supertaça, frente ao FCP, com uma arbitragem que não mereceu críticas dos vermelhos). Para a semana, espera-se, serão certamente dadas cabeçadas na parede.
Mais engraçado é que, perante as sucessivas derrotas, os dirigentes vermelhos mais não fazem do que chantagear (árbitros? Federação? Liga?, sei lá eu...), ameaçando não participar na Taça da Liga (que chantagem mais burra...) ou ameaçando não levar os adeptos a jogos fora da Luz (não, realmente esta chantagem é ainda mais burra – da última vez que os adeptos ficaram em casa (2008/2009), o clube levou dois secos no Dragão).
Uma vez mais, os dirigentes benfiquistas enterram a cabeça na areia e soltam areia para os olhos dos seus adeptos, tentando, como sempre, resolver os seus problemas fora das quatro linhas. Mais valia porem os olhos no recente jogo dos dois candidatos ao título para perceberem a verdadeira razão dos seus desaires: foi um jogo de categoria superior, com um estádio cheio, com golos, com indefinição até ao fim, com garra, com dois treinadores que se respeitam, sem questiúnculas, sem zaragateiros fardados nos túneis. Isso é que é futebol. Mas o dirigente benfiquista, como "medidas drásticas", prefere lançar atoardas, ameaças e fazer chantagem do que enfrentar e resolver o problema. E os adeptos engolem, animados e enganados.
Segundo percebi do amontoado de palavras que proferiu, Luis Filipe Vieira pede para não brincarem com o Benfica e não quer que se estejam a rir do Benfica. Mas como pode o ser humano não sofrer barrigadas de riso quando é ele próprio quem brinca com o Benfica e com os benfiquistas?
posted by VLX
(no Mar Salgado)
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Nazaré
e chora a benfas TV
e chora o ministro da desaministração interna.
e chora o bieira o costa e o jazus.
e chora o mais mais grande clube da 2 circular.
e chora o sócrates.
e chora o seara.
e chora o/a tbi.e a sic e a rtp.
e chora o courato.
e chora o mine.
e chora o parolo.
e chora o cretino.
tanto choro.
Adenda.
OPORTO 5
Estoril 2
Golf.
Naõ é que OPORTO ganhou por causa do àrbitro?
Buracos?
estão a ver?
Tacadas?
Pois.
A culpa foi do apito.
JÒDER HOMBRES
domingo, 12 de setembro de 2010
na Marca
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
lol
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
o realizador benfiquista
Consta que há aí um realizador de cinema que acha que o Porto joga melhor sem Hulk. Antes de o atento leitor se permitir sequer a ponderar na bondade de um sistema táctico organizado para um colectivo solidário em detrimento de Hulk, um criativo indisciplinado cuja noção de passe é passar por adversários, cabe lembrar que o dito realizador considera Jorge Jesus melhor treinador do que José Mourinho.
O que se passa não é tanto a incapacidade do dito realizador para emitir juízos sobre o futebol – ou sobre tudo o que se passe num raio de 5 quilómetros de um estádio de futebol -, a coisa é mais apetecível: sempre que o dito realizador se põe a dar palpites a realidade decide escarnecê-lo. Se quisermos ser místicos isto já chegou a um ponto em que é lícito supor que o dito realizador mexa com a realidade a partir do momento em que esta – a realidade – definiu como divertimento supremo gozar com os bitaites do dito realizador. Senão vejamos: o dito realizador diz que Jesus é melhor que Mourinho e pouco tempo depois Mourinho volta a ganhar uma Champions (já agora Mourinho ganhou uma Taça Uefa na sua primeira época completa num grande, Jorge Jesus conseguiu desbaratar a Liga Europa com o Liverpool mais risível da última década).
Continua. Na passada semana o dito realizador fez uma sentida elegia ao futebol do Matías Fernández, poucos dias depois, no jogo contra o Brondby, o chileno viria protagonizar uma das jogadas mais patéticas já acontecidas desde que os hominídeos assumiram a posição bípede: 4 jogadores do Sporting caminham para a baliza do Brondby só com um defesa nas redondezas, Matias conduz a bola. Suspense. O que faz o bom do Matias com 3 colegas ao lado? Aposta na sua extrema velocidade (pausa para gargalhada) e oferece um espectáculo na primeira fila os 3 colegas; uns privilegiados que tiveram oportunidade de assistir atónitos ao desamparo de Matias perante o defesa dinamarquês que tranquilamente lhe roubou a bola depois de lhe ter ganho 3 metros em duas passadas. No mesmo programa o dito realizador chamou a atenção para o modo como o Porto vinha passando bem sem Hulk. Acto contínuo: Hulk regressa e faz 5 golos em 2 jogos. (…)
Títulos da imprensa
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
futebol ou casa pia?
u qe é máis impurtante?
u futebóle ou a casa dita pia?
oje bai sêre de ríre.
I
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Lisboa Lisboa e Lisboa
domingo, 29 de agosto de 2010
VENCE A DOMICILIO AL RÍO AVE Y SUMA 9 PUNTOS EN TRES PARTIDOS El Oporto afianza su liderato
VENCE A DOMICILIO AL RÍO AVE Y SUMA 9 PUNTOS EN TRES PARTIDOS

